É certo que existem leis que regulamentam esta história toda.
É a terminologia própria e universal sobre esta matéria e as definições internacionais que estão em uso na FIA e na FIVA.
No entanto, considero reconheço que com uma forma de interpretação muito própria, que existem Clássicos de todas as idades.
Para mim um Enzo de hoje assim como o 8C de amanhã, são clássicos, o meu Spider de 90 é um clássico e o Sprint de 82 do Miguel também.
Senão vejamos isto desta forma:
O que nos diz a palavra Clássico
Vamos perguntar ao mestre do Português, Lindley Cintra, que define assim a palavra clássico:
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Do latim Classicus que quer dizer da primeira classe.
Que constitui uma referência importante ou é tido como um modelo.
Obra de grande valor ou qualidade que pode servir de modelo, que tem valor reconhecido universalmente.
Não existe pois aqui qualquer referência em tempo para que um objecto uma obra ou uma ideia tenha a classificação de clássico.
Necessita isso sim de ver o seu valor ou o seu modelo inspirador reconhecido universalmente.
Concordo que existem obras que já nascem clássicas, sejam elas carros, pinturas, partituras ou relógios.
Não vou dar o meu Spider como exemplo embora o projecto inicial tenha 30 anos.
Mas por exemplo o Alfasud do Miguel já com 22 anos, na prancha de desenho já era um clássico, na linha de montagem era um clássico, na época foi um clássico, marcou uma geração, era um objecto de culto e de desejo e era reconhecido universalmente assim, não merecerá a classificação de clássico?
Existirão outros até mais antigos, Alfas incluídos, que não se podem gabar disso.
Mas existem aqueles que hoje já são um clássico sem necessitar esperar dessa classificação no futuro.
Já se a questão for... será um antigo e clássico?
Vamos lá ver a palavra antigo:
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Que existiu em épocas anteriores à actual, que foi transmitido de geração em geração.
Temos então aqui uma classificação temporal, teria no mínimo de ter uma geração, cerca de 30 anos, para ser considerado antigo.
Parece então que o Spider e o Sprint (este quase à tangente) já não cumprem esta premissa, serão então aquilo a que se pode chamar um clássico contemporâneo, mas não um antigo e clássico.
Temos ainda os casos inversos, os antigos que nunca serão clássicos, podem ter valor histórico, podem ter o respeito dos anos, podem ser factos curiosos ou importantes da história automóvel mas não passarão disso...
Depois e para acabar vou juntar o termo colecção:
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Reunião por parte de uma pessoa, entidade, colectividade de objectos da mesma natureza, por interesse especial seja estético, científico, histórico, cultural, lúdico, etc...
Parece-me pois que poderemos ter objectos coleccionáveis de valor diverso reunidos num determinado contexto da mesma natureza e que cumpram diversos valores.
Sejam eles Clássicos, Clássicos contemporâneos, Clássicos antigos, ou simplesmente antigos e não clássicos.
Já publiquei este excerto da minha autoria noutros fóruns, sempre levantou polémicas pelo que antecipo já que só reflecte a minha maneira de pensar.
Já agora e para finalizar vou referir só isto:
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Ponto 1 das normas de homologação do CPAA:
Só pode ser considerado um veículo antigo aquele que tiver atingido a idade permitida no código FIVA técnico em vigor, antes do 1º dia do ano em curso: terá que ter matrícula portuguesa e estar registado em nome do sócio ou do candidato a sócio, no caso de estar registado em nome de uma sociedade e/ou Câmara Municipal, Associação de Bombeiros, Serviço Municipal, Museu de Automóveis. Todas as características e números do livrete deverão condizer com o veículo automóvel.
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Segundo a FIVA:
Veículo antigo é um veículo de propulsão mecânica, fabricado há mais de 23 anos, preservado e mantido em correctas condições originais, a cargo duma pessoa ou organização, conservado pelo seu interesse histórico e técnico, e não sendo de utilização diária.
Os veículos deverão, em principio, ser conservados e utilizados tal como foram entregues pelo construtor e compreendendo todos os acessórios ou opções oferecidas pelo construtor ou vendidas durante a vida normal do veículo.
Como vêem estes textos não referem a palavra "Clássico" uma vez que ela não está sujeita a temporalidades.
E para vocês o que vos diz este tema?
Um abraço
João Machado

Alfista Portoghese [M]
Sócio ARCP nº 160







