Pois então cá está a dita, cabendo-me a mim desde já parabenizar ambos os intervenientes, e destacar o apreço que mereçem, julgo por parte de todos, porque há mais vida (muito mais) para além disto...e arranjar um tempinho para estes "devaneios" não é nada fácil. No entanto cá fica, e fala por si...
-Nome?
Carlos Manuel Correia de Oliveira
-Idade?
34 Anos
-Casado?
Sim
-Filhos?
Sim, um diabrete com 3 anos, que já é um Alfista. ...
-Actividade profissional?
Técnico de informática.
-Filme favorito?
Star Wars A trilogia
-Livro favorito?
Tenho grande opinião formada...
Gosto de Banda Desenhada...
Kama Sutra....
-País de eleição?
Portugal, ora está claro...
-Prato que nunca recuses?
Cozido à Portuguesa
-Sabendo que somos todos maluquinhos dos automóveis, e que isso é algo que geralmente começa cedo, quando é que a doença se começou a manifestar?Desde muito pequeno. É uma doença que herdo do meu pai, que quando era mais novo, também era
completamente maluco por automóveis. Ainda hoje, embora já com 60 primaveras, gosta de fazer o gosto ao pé...
-E...os Alfas? Quando e como começou?
Começou em 1990.
Andava eu à procura de carro, quando num Stand me foi proposto a compra de um Sprint.
Quando o vi, fiquei imediatamente apaixonado pelo carro, era um Sprint 1.3 de 84, já da Série de 1985.
Cinzento metalizado já com pára-choques plásticos...
Mesmo todo sujo, pois a ainda dona dele estava à espera de um Volvo e ainda andava com ele, brilhava por todos os lados...
E aquele motor......, espectacular!
Um 1300cc com 86Hp, com uma suavidade como eu nunca tinha visto, e com uma resposta que colocava muitos 1.6 no "chinelo".
Fiz negócio no mesmo dia, e passado 2 ou 3 dias fui buscar o carro já com a revisão feita.
Desde essa altura, este carro já me deu muito prazer, e embora hoje tenha um 33 1.5 e o Integrale, continuo a ter o meu "velho Sprint.
É a minha paixão...
-Sei que tens um Integrale, há uma preferência por italianos, ou trata-se de uma coincidência?
Há efectivamente uma paixão por automóveis italianos.
-E porquê?
Para mim, é tão importante a parte mecânica, como o design de um automóvel.
Sou incapaz de comprar um carro que esteticamente não goste, só por causa de um grande motor, ou de um comportamento irrepreensível. Nesta área, os italianos não têm par...
A Ferrari por exemplo...
São carros belos, normalmente com linhas puras, e feitos normalmente com um determinado objectivo, o prazer puro de condução...
Enfim, correr...
Mas há mais marcas, não podemos esquecer a Bugatti e a Lamborghini (antes de serem adquiridas pelo grupo VAG), a Maserati...
Vejamos até a Fiat, são automóveis simples, mas normalmente muito bonitos e eficazes...
Agora, quando podemos aliar um belo design, com um excelente motor, e um bom comportamento, temos o cocktail ideal...
Isto tudo, só para dizer que me identifico muito com quase tudo o que é italiano...
No caso do Integrale, foi (e continua a ser) a realização de um sonho...
Adoro o carro...
É o meu pequeno Ferrari...
-Noto uma apetência especial por motores boxer, porquê?
Talvez porque o meu primeiro carro (o Sprint) tem um motor boxer, e talvez por os conhecer como as minhas mãos. Atenção que gosto igualmente dos outros motores Alfa Romeo...
Os Bertone têm um belo cantar, os 75 embora mais modernos, têm um ronco espectacular. E os V6 então, são de uma suavidade incrível...
Nunca mais me esquece um 155 V6 com matricula alemã, que vi há uns bons anos...
Tinha um trabalhar, uma suavidade tão grande...
Parecia o ronronar de um gatinho, mas quando o individuo arrancou, mesmo devagar, sentia-se a suavidade, e ao mesmo tempo o ronronar a transformar-se em algo bem mais profundo, mais intenso...
Indescritível...
-Carlos, és sem duvida um dos membros, mais disponíveis (para ajudar, claro) do fórum e isso é para mim, elucidativo do teu carácter, no entanto, ao que julgo saber ainda não és sócio do ARCP, porquê?
Realmente ainda não sou sócio, mas tenciono a curto prazo preencher a proposta.
Já por várias vezes estive para preencher a inscrição, mas quando estou prestes a fazê-lo aparece uma despesa imprevista que me impede de o fazer...
-Aliás, especificando um pouco melhor, noto até, nos posts que escreves sobre o assunto, uma certa animosidade, a que se deve?
Não se deve a nada de especial...
Apenas a situações que vou sabendo por intermédio de sócios, com as quais não me identifico.
Mas como é evidente, não é por isso que até ao momento não sou sócio, mas sim por razões monetárias.
Até porque as direcções vão e vêm, e se não concordo, nada melhor do que ser sócio, para quando chegar à altura, poder dar o meu contributo em forma de voto.
Para mim não basta apenas ser sócio do ARCP, e ter um cartão com a minha foto...
Ser sócio, é também colaborar nas actividades do clube, sejam elas passeios ou reuniões, e neste momento, honestamente não tenho capacidade financeira para o fazer.
Se fosse só para ter um cartão, há muito que seria sócio...
Teria sido garantidamente dos primeiros...
-Voltando aos carros, a pergunta sacramental: Se te fosse dado escolher 5 carros (independentemente do preço), quais seriam as tuas escolhas e porquê?
1º - Alfa Tipo 33 Stradale Um sonho, um dos mais belos carros de todos os tempos
2º - Ferrari 288 GTO A pureza de linhas aliada a uma mecânica de eleição O meu Ferrari preferido
3º - Lancia 037 Rally Lindo, espectacular... Para mim o mais belo carro de Rally
4º - Alfa Romeo 155 V6TI (DTM/ITC) Um monstro dos tempos modernos Um F1 carroçado
5º - Alfa Romeo SZ Brutal, exclusivo, puro e duro. Ou se gosta, ou se detesta. Eu adoro-o...
-Qual o Alfa, pelo qual serias capaz de matar (em sentido figurado, claro)?
Seriam 2...
Um seria o Tipo 33 Stradale, e o outro o SZ (Sprint Zagato).
Um seria o sonho, o outro...
O outro, quem sabe um dia...
-No jantar de Natal, em Coimbra, deu para perceber que a tua mulher é uma Santa, mas como é sabido a paciência tem limites...como é que concilias a família com o bichinho dos carros?
Vou conciliando...
De vez em quando lá apanho com o rolo da massa na cabeça....
O que vale é que ela embora não se abra muito, também gosta de carros...
Só não me perdoa uma coisa...
Ter vendido o 33 16V dela....
Adora o carro...
O que vale é que o vendi ao meu melhor amigo, e por isso ainda damos umas voltas nele de vez em quando...
-Viagem de sonho ao volante (realizada ou a realizar)?
Não sou muito exigente...
Uma viagem a Itália ao volante do meu Sprint...
Completamente nas calmas a gozar todos os momentos...
-Ralies ou pista?
Pista, sem duvida...
-Qual o maior piloto de ralies, e porquê?
Existem e existiram no passado muitos bons pilotos de Rally, cada um na sua época...
Vou falar de um que hoje em dia praticamente já não corre...
Um condutor de ambulâncias (era a sua primeira profissão)...
O francês Didier Aurior.
Tinha (e tem) um estilo de pilotagem espectacular...
Quem não se lembra dos seus tempos na Lancia???
-E de pista?
Para mim o maior piloto de pista de todos os tempos, se bem que é impossível comparar épocas e até as diferentes disciplinas dos desporto automóvel é o Michael Shumacher. Como pessoa, não gosto muito dele, mas como piloto, acho que é genial...
Tem o mérito de ter conseguido trazer a Ferrari de volta às vitórias.
Mas existem outros dois pilotos dos tempos modernos, que embora não sejam campeões, deixaram-me marcas...
Um é o Piloto Jean Alesi. Piloto explosivo, com um estilo de condução muito próprio, que nos tempos em que estava na Ferrari teve corridas onde deu autênticos shows de pilotagem. O eterno azarado. Com o carro certo, teria sido Campeão do Mundo. Este ainda corre no DTM.
O outro, o Piloto Alessandro Naninni. Admiro-o bastante, devido à coragem de voltar a conduzir um carro de corridas depois do acidente de helicóptero que lhe amputou o braço. Para além disso tinha também uma condução espectacular.
Estes dois últimos pilotos eram latinos, com comportamentos tanto em pista como fora dela, completamente coincidentes com esse tipo de temperamento, e ao contrario de muitos outros, tinham amor à camisola...
Considero-os pilotos à antiga, temperamentais e com sangue na guelra...
-Como caracterizas a competição de hoje, face aquilo que se fazia nos anos 50 e 60?
A competição dos anos 50 e 60 era muito mais excitante.
Todo era feito com base em mecânica pura, afinações e pilotagem...
Hoje embora existam outros aliciantes, a competição em geral perdeu bastante com as ajudas à pilotagem. A electrónica tomou conta de quase tudo e por vezes é difícil saber se a diferença está no carro ou no piloto...
Nos anos 50 e 60 era fácil ganhar segundos por volta e por consequência colocar pilotos e carros em luta, hoje em dia, é complicado...
No anos 50 e 60, existiam equipas caseiras, em que qualquer pessoa podia agarrar no carro, correr e por vezes ganhar...
Hoje em dia isso é impossível...
Hoje em dia a competição é um pouco monótona, mesmo nos Rallyes, onde por vezes os carros estão a um nível tal, que se não houver um despiste é impossível apanhar o concorrente que está à frente...
-Como vês a Alfa actual? Parece-te muito descaracterizada?
Não penso que a Alfa Romeo esteja descaracterizada, muito pelo contrário...
Penso que está cada vez mais ao nível que nos habituou ao longo dos seus anos de ouro...
Ganhar...
Tanto na competição como nos modelos de série, penso que transpira saúde e garra...
O Cuore está mais vivo que nunca.
-E como viste o final dos anos 80 e a maior parte dos anos 90?
Os anos 80 foram a fase má da Alfa Romeo...
Graves problemas de qualidade de construção, os problemas financeiros da própria marca, fizeram com que tanto ao nível dos modelos de série, como na competição, a marca passasse um pouco despercebida...
Estava lá tudo o que é característico de um Alfa....
Os modelos eram bonitos, rápidos, com muita garra, mas adquiriram uma má fama e por isso não venderam como deveriam ter vendido...
Os anos 90, vejo-os como a retoma a todos os níveis....
Novos modelos, cada vez mais bonitos e melhor construídos, e a mesma garra de sempre...
A Alfa vive...
-Como encaras a proliferação de motores diesel nos nossos dias, e na Alfa em particular?
Pois, os Diesel...
Independentemente de não apreciar, acho que são um mal necessário. No caso da Alfa Romeo, que sempre foi uma marca com largos pergaminhos nos motores a gasolina, e na competição, custa um pouco a aceitar essa situação, mas entendo que comercialmente não poderia ser de outra forma, sob pena de perderem uma grande parte da sua cota de mercado. Conheço pessoas que fazem bastantes Km, que não sendo Alfistas, olharam para o 156 e para o 147 e adoraram os carros. Apenas os compraram devido à sua estética apaixonante, e porque têm motor a Diesel. Caso só existissem versões a Gasolina, não teriam comprado garantidamente...
-Uma mensagem que queiras deixar aos colegas de fórum
Deixo uma mensagem de amizade e de camaradagem para todos...
Desejo que esta nossa família cresça saudável e unida...
Um grande abraço a todos.
E cá ficou.
Cabe agora ao Carlos fazer as "primárias" para o Alfista do mês de Abril

Vero Alfista