- Nome completo?
João Manuel Teixeira Machado
- Data de nascimento/idade?
24/06/1964 (dia de S. João) 39 anos
- Cidade natal/de acolhimento/favorita?
Porto/Florença/Porto
- Profissão?
Muitas. As principais:
Ensino
Trading ramo do vestuário.
- Ambições?
Mesmo correndo o risco de me repetir... Que o meu filho seja
feliz, esta é sem dúvida a minha principal ambição.
- Hobbies?
Desde sempre adorei compor coisas, sou capaz de passar
horas a tentar dar vida a uma coisa sem préstimo.
Sou também um juntador não um coleccionador, quando
encontro qualquer coisa interessante, junto-a a uma colecção
sem nexo, de coisas supostamente interessantes, sem
organização nem método.
Para além disso claro está os carros, mas também os barcos e
os relógios (os relógios, sempre que posso compro ou outro
mas só raramente os uso), não passo sem o meu joguito de
ténis (estou quase pronto para retornar, estive afastado por
lezão), ler... Poesia... Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro,
Vinicius de Moraes, Lord Byron e tantos outros... bem como
algumas revistas (ex: Automóveis Clássicos, Relógios de
Pulso, Mundo Náutico, Exame Informática...
- Filme favorito?
Não sou propriamente um grande apreciador de cinema,
nuncacorri para uma bilheteira no dia da estreia, o cinema
para mim não passa de entretenimento, pelo que gosto de
tudo, suspense, drama, comédia, acção... etc... desde que
entretenha, não tenho propriamente o filme da minha vida,
mas eventualmente destacaria Casablanca, Cinema Paradiso,
Leelee Marlene (os 3 minutos em que a guerra pára para ouvir
a canção... fantástico) Lawrence da Arábia e Laranja
Mecânica foram filmes marcantes da minha juventude. Mas
ultimamente só vejo Nemo e similares... filho obriga...
- Tipo de música?
Tenho um péssimo ouvido, de forma que não sou muito
esquisito em música, ouço quase de tudo, desde que me
ajude a passar o tempo.
No entanto tenho muito apreço por Dire Straits, Pink Floyd,
U2, Scorpions, Queen, Nirvana, Xutos, Rui Veloso, Madredeus,
Silence4, Dizie Gillespie, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald,
Norah Jones, Shirley Bassey, Aretha Franklin, Tracy Chapman
e nos clássicos Davorak, Beethoven, Tschaikowsky, Mozart,
etc...
- Livro Favorito?
A Mensagem de Fernado Pessoa, o mais belo livro já
escrito...
- Clube de futebol?
FCP pois claro...
- Prato favorito?
Tripas à moda do Porto, Posta Mirandesa, Bacalhau e Polvo à
lagareiro, Rojões à minhota, Papas de sarrabulho... enfim
dieta... para manter os meus formosos 98 KG.
- Bebida Favorita?
Água 90% das ocasiões e numa ocasião muito especial um
bom maduro tinto (meio copo), no verão uma mistura de
seven up com fino (Imperial aí para os de Lisboa) também é
bem vinda.
- País de eleição?
Portugal claro, mas viveria muito bem em Itália.
- Uma Mulher que consideres? Porquê?
A minha mãe, ama-me mesmo nas minhas imperfeições, gosta
do que eu gosto só porque eu gosto... ama-me sem limitações
nem imposições... ainda hoje com 39 anos sou um menino da
mamã.
- Um Homem que consideres? Porquê?
O meu Pai, já não se fazem homens assim; austero, honesto,
digno, firme, convicto, apaixonado, meigo, carinhoso, fez de
mim o que sou hoje, foi sempre o meu melhor amigo e
confidente, as saudades que tenho dele...
- Rally ou Velocidade?
Prefiro a velocidade, não sei explicar bem porquê, prefiro as
linhas puristas as trajectórias limpas, as ultrapassagens no
limite...
- Marca de F1 com qual simpatizas?
Actualmente a Ferrari, mas devo reconhecer que na minha
juventude e enquanto existiu a Lotus era a minha favorita.
- Piloto de F1 favorito (actual e de entre todos na história)?
Acho que os relatos que mais me impressionaram foram os da
condução do Tazio Nuvolari (especialmente à chuva) mas
seria injusto não reconhecer Fangio e Ayrton Senna entre
outros...
Actualmente passa-se o contrário... reconheço o Michel
Shumacher como o melhor mas não gosto muito dele, prefiro o
J.P.Montoya.
- Marca de Rally (actual e passadas)
Peugeot/Subaru - Fiat/Lancia
- Piloto de Rally
Quase todos os Filandeses mas não queria deixar de destacar
o Markku Alen sempre me encheu as medidas e actualmente
os Portugueses Miguel Campos e Carlos Sousa (em tt é
certo) que me encheram de orgulho.
- Automóveis de eleição (até 5, para não ser extenso e
aumentar a dificuldade)
Esta é muito difícil... só 5... vou então eleger 5 sonhos
8C 2300 Spider
8C 2900B Lungo Convertible
Tipo 33 Stradalle
Duetto Spider (mas também qualquer um dos GTV)
8C Competizione ( se não se vier a fabricar... troco pelo SZ)
- Quais os carros que possuíste até aos actuais?
VW carocha 1300 S
(era da tia, foi herdado, foi o carro em que aprendi a conduzir
era de 1964 ,ano e mês do meu nascimento, e mantive-o até
1991, desde os 12 que o guiava).
B.M.W 1602 e 3.0 csi
(também herdados, eram do meu pai também os vendi em
1991/92 o facto de ter vendido todos estes carros em 91 e
92 deveu-se a ter casado em 1990 e planear ter um filho em
91/92 e não podia sustentar tanta coisa).
Alfa 33
(o tal que já comentei)
Opel corsa 1.2 GL
(enfim era triste e cheio de problemas, válvulas repartidoras
dos travões defeituosas, Starter defeituoso levou 3 de cada
durante a garantia, travões ineficazes etc, etc, etc...)
33 e Opel foram trocados por:
Rover 820 Si
(um carro cumpridor, potente mas sem alma) e
Montego 2.0 HLX carrinha
( Tinha o mesmo motor do 820 Si mas surpreendentemente
era melhor) ambos foram comprados num excelente negócio
conjunto que me transformou em cliente da Rover até hoje.
Foram trocados por:
Rover 214 GSI
e
216 GTI
(muito potentes nunca me deram um problema, o 216 tinha
alma).
Foram trocados por:
Alfa 164
(tive que vender à pouco tempo, excelente na estrada,
leia-se AE, IP, IC, mas nas nacionais, nas secundárias, nas
curvas, faltava qualquer coisa) e
Rover 820 Ti
(O melhor carro que tive até hoje, depois de transformado em
Inglaterra na TWR, mantive-o até há bem pouco tempo e
ainda hoje estou arrependido de o ter deixado ir).
Aqui a troca era para irem dois e virem dois mas não foi assim
que aconteceu:
Fiat Marea
(Comprei porque a achava muito bonita e depois nunca gostei
dela, não sei porquê, só andei com ela 16 mil Km, mas não
gostava de a conduzir, passava o tempo na garagem, vendi-a
e mantive mais uns tempos o 820 e o 164)
Rover 75 cdti
(O meu carro familiar actual, escolha pessoal da minha mulher
e do meu filho).
Abdiquei de ter um carro para mim e outro para a minha
mulher, ela passoua andar com o nosso familiar e eu decidi
retomar o meu sonho de criança e comprei o que vocês
conhecem:
Alfa Spider 1987
(vendi-a ao meu amigo Francisco, depois de quase a restaurar
por completo)
Alfa Spider 1990
(A minha bella)
- Como surgiu a paixão pela ALFA ROMEO? Porquê ALFA ROMEO?
Aos 7 anos tinha uma vizinha a D. Mariazinha que tinha uma
Giulietta, uma duetto e uma coda tronca (é verdade, uma
verdadeira colecção) ela dava-me boleia para a escola e eu
passei a gostar muito desses carros (os Spider e as mulheres
logo desde os 7 anos), depois veio o 25 de Abril e ela com
medo vendeu-os (foi uma enorme tristeza) mas o bichinho
ficou. Mais tarde, quando pude comprar o meu primeiro carro
(comprado com o meu dinheiro) comprei um 33 para fazer o
percurso Porto/Lisboa pois estava na Marinha de Guerra e
gostava de vir passar o fim de semana a casa e pensava eu,
nada melhor que faze-lo com estilo, mas foi penoso demais
devo confessar que o prazer em ver o 33 partir foi superior ao
de o ver chegar. O carro era um avião para a época mas
parecia que tinha um problema do tipo dos que o tio Bill
Gaitas costuma vender, só trabalhava quando queria e
ninguém me conseguia explicar porquê (voltei a usar o velho
carrocha da tia). Penso que a doença pela Alfa ficou
adormecida até que um dia em Itália à uns 7/8 anos atrás
levaram-me a uma festa em Florença (entrei de pendura)
onde o dono da casa tinha entre outros 15/20 Alfas nada mais
que um 33 Stradalle no qual pude dar uma pequena volta, 5
minutos apenas. Foi um sonho era um dos poucos felizardos
em todo o Mundo a ter dado uma volta num dos melhores e
mais valiosos carros já alguma vez construídos, mas prometi a
mim mesmo ter outra vez um Alfa e a paixão despertou
novamente, cheguei ao Porto e comprei um 164.
- Uma viagem por estrada com um ALFA de sonho? (realizada ou realizável)
Aqueles 5 minutos nas colinas de Florença a bordo do 33, já
não posso pedir mais, Deus castigava...
- ALFA ROMEO numa única palavra. Agora em duas palavras. E em três.
Paixão, Paixão/Paixão, Paixão/Paixão/Paixão...
Mais a sério penso não se poder definir, amar a Alfa é mais do
que amar uma máquina é a fusão entre a estética, a
funcionalidade e a emoção, mas é também saber conviver
com uma ou outra imperfeição, penso que um Alfa é como
uma mulher por quem nos apaixonámos, para nós é sempre a
mais bela não tem imperfeições, se a soubermos amar ela
retribui fielmente o amor dispensado... è como uma mãe que
sabe envelhecer com dignidade, como a avó que acarinha o
neto e incita a descobrir o mundo...
- A tua esposa tem ciúmes da paixão Alfista?
Tem e não compreende, penso que preferia ter de enfrentar
uma mulher... contra esse desafio saberia lutar... agora uma
máquina... não consegue atingir...
- Fala-nos um pouco do teu site. Objectivos, dificuldades,
prazeres, chatices, etc.
O meu site... é difícil falar desse projecto, penso que o
comecei bem, defini objectivos claros que estão resumidos no
mapa inicial. Mas agora está a atravessar uma fase de menor
atenção e de menor realização. O problema é que uma coisa
é imaginar outra é construir, já reuni muita da informação
necessária para quase todos os objectivos, mas falta sempre
um pequeno dado, que impede que se termine este ou aquele
projecto. Depois o problema é que fazer toda esta pesquisa é
também um prazer que rouba e dispersa tempo para a
construção do site, aparece sempre uma ou outra coisa que
nem sequer está no espirito da página mas que extremamente
interessante e acaba por me distrair. Quanto aos prazeres e
chatices chegam quase em conjunto em apenas 3 meses e
sem o site estar completo mais de 7 mil visitas e cerca de
1800 mails penso que é muito bom, mas muitos deles são só
para denegrir o trabalho ou gozar com a Alfa, muitos não
compreendem o porquê do mito, porém a grande maioria é
extremamente simpática... mas mal tenho tempo para
responder mais que um muito obrigado... o que não é muito
simpático da minha parte.
- Como arranjas tempo para tudo? Site, fórum, etc. (pediste
mais tempo ao Pai Natal?)
Não durmo muito cerca de seis horas por dia é suficiente, a
pesquisa para o site e a programação é feita depois do horário
de trabalho, à noite depois de ter jogado nas consolas,
confirmado os trabalhos de casa e lido a história da praxe ao
meu filho. O forum está sempre online durante o dia no PC do
meu escritório, num intervalo entre aulas, ou para o almoço,
respondo ao que vai surgindo. Mas se o Pai Natal me desse
mais tempo eu era bem capaz de o ocupar, pelo que ele teve
o bom senso de não o fazer, a família agradece.
- Episódio "sui generis" ao longo da vida?
Tantos... quase naufragar ao largo da Noruega... (este é
classificado não o posso contar) estar debaixo de um ciclone
nos Açores... (foi emocionante) Ver um camião a despistar-se
e tombar na ponte da Arrábida e eu a pensar... é agora que
me vou... (assustador)
Mas o melhor de todos é aquele que me apoia todos os dias...
a minha mulher... o meu filho é muito importante é o episódio
da minha vida é o meu companheiro, é o meu cúmplice, mas a
minha mulher... é o meu esteio, é a trave mestra da nossa
casa. O episódio sui generis é ela estar ainda e sempre ao
meu lado, acordar todos os dias ao seu lado é um milagre que
se repete com inegável satisfação.
- O Porto é mesmo uma Nação? Porquê?
Não, o Porto não é uma Nação.
Não no sentido de ser melhor que os outros. O Porto é um
sentimento, é uma cidade de tradição, de gente enraizada
nos seus mais profundos e ancestrais costumes, é uma cidade
com tripeiros ao variar de cada esquina, poucos são os que
não sendo do Porto se conseguem adaptar à cidade, quem
não nasceu nela é com dificuldade que aprende a viver nela.
No entanto o Porto gosta de receber, só que não prescinde
do seu direito de senhorio em sua casa, é este sentimento
forte e altivo, é o orgulho na sua prenuncia e nas suas gentes
que faz com sobressaia o espirito de Nação dentro da Nação,
esta Nação não é pois mais do que um sentimento de unidade
de comunidade e de cumplicidade de uma região.
- O little chicken from the coast (Pinto da Costa) é mesmo
um Senhor? Porquê?
A palavra Senhor está no Norte reservada a muito poucos
homens, para ser um Senhor com S maiúsculo, é necessário
muito mais que ser admirável, é preciso ser impoluto, digno,
intocável, eu só apliquei essa palavra para qualificar dois
homens ainda vivos em todo o Portugal de todos quantos
conheci até hoje. E só a refiro para não mais do que uma
dúzia dos que já partiram. Pinto da Costa é um homem
admirável, culto, muito culto, sabe esgrimir as palavras na
defesa da sua dama como poucos, joga um xadrez muito
especial, do qual é mestre, mas dai até dizer que ele é um
Senhor... é admirável com certeza que sim, mas um
Senhor?... Um Senhor não precisa de metade desses dotes
para ser um Senhor. Um Senhor pode ser rico ou pobre culto
ou iletrado e ser sempre um Senhor. Na grandeza das boas
acções é que se reconhece um Senhor.
A Pinto da Costa para ganhar esse título por direito próprio
ainda lhe falta percorrer um grande caminho, agora... e
quando nos referimos só ao futebol e com a palavra aplicada
só á gíria futebolística então sim Pinto da Costa é Um
Senhor...
- Quem tem razão? Pinto da Costa ou Rui Rio? Qual dos dois
vai chegar a Presidente da República? Porquê?
Nenhum tem razão, o Rui tem aquela característica desde
jovem, obstinado, teimoso, faz primeiro pensa depois. Mas
também é crente, brincalhão e realizador, por vezes a primeira
faceta sobrepõe-se á segunda o que o prejudica muito,
sempre o prejudicou desde os seus tempos na Jota, porque
gera muita incompreensão. De Pinto da Costa não é preciso
falar, a cidade é que me preocupa, pois perde com esta luta.
Presidente???... Presidente da quê???...
- Na tua opinião, e na experiência da vida, com quantos paus
se faz uma canoa? Porquê?
Com tantos que seria impossível contar; tolerância,
perseverança, esperança, amor, sentido de oportunidade,
sorte, coragem, dignidade, compaixão, fé, fé em nós... mas
também com medo, traição, cobardia, desespero,
descrença... Qual a canoa que tem os melhores Paus? E não
haverá muitas que os têm todos misturados?
Na altura de construir uma canoa o melhor é olhar para dentro
de nós, pois se só optarmos por ver com quantos paus e com
quais foi construída quando a pusermos a navegar, é certo
que só por sorte não naufraga.
- Uma mensagem final aos utilizadores do fórum, um desabafo,
uma partilha ou uma escolha.
Uma parábola a parábola dos sete varas:
Um ancião estava às portas da morte, era dono de todas as
terras que se viam no horizonte, já fraco e debilitado mandou
chamar os seus sete filhos, disse-lhes, sei que esperais
ansiosos que eu faça o meu testamento, mas primeiro quero
que me façam um favor, que cada um de vós vá procurar uma
vara da grossura de um braço e que ma traga até ao meu
leito. Assim fizeram e quando estavam de novo todos reunidos
o ancião pediu que as partissem ao meio. Uns utilizaram o
joelho como alavanca outros partiram-nas contra a parede,
outros só com a força das mãos as vergaram e partiram.
Então o ancião repetiu o pedido dizendo; meus filhos ide de
novo mas desta vez trazei-me varas mais delgadas.
Assim que voltaram o ancião juntou-as todos e fez um só
feixe, umas eram mais grossas outras mais finas, pois cada um
dos filhos trouxe aquela que achava que poderia partir mais
facilmente só com as mãos, de modo a não ficar mal perante
os outros, ficaram todos surpresos ao verem que o pai as
juntou todas e muito mais quando lhes pediu que partissem a
meio feixe, todos tentaram mas nenhum conseguiu... quando
por fim desistiram o Pai disse-lhes; meus filhos este é de
todos os meus bens o mais precioso do testamento, enquanto
permanecerdes unidos até o mais fraco de vocês será
inquebrável, se vos separardes nem o mais forte resistirá.
Que este forum permaneça unido é o meu mais forte desejo.
João Manuel Teixeira Machado
- Data de nascimento/idade?
24/06/1964 (dia de S. João) 39 anos
- Cidade natal/de acolhimento/favorita?
Porto/Florença/Porto
- Profissão?
Muitas. As principais:
Ensino
Trading ramo do vestuário.
- Ambições?
Mesmo correndo o risco de me repetir... Que o meu filho seja
feliz, esta é sem dúvida a minha principal ambição.
- Hobbies?
Desde sempre adorei compor coisas, sou capaz de passar
horas a tentar dar vida a uma coisa sem préstimo.
Sou também um juntador não um coleccionador, quando
encontro qualquer coisa interessante, junto-a a uma colecção
sem nexo, de coisas supostamente interessantes, sem
organização nem método.
Para além disso claro está os carros, mas também os barcos e
os relógios (os relógios, sempre que posso compro ou outro
mas só raramente os uso), não passo sem o meu joguito de
ténis (estou quase pronto para retornar, estive afastado por
lezão), ler... Poesia... Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro,
Vinicius de Moraes, Lord Byron e tantos outros... bem como
algumas revistas (ex: Automóveis Clássicos, Relógios de
Pulso, Mundo Náutico, Exame Informática...
- Filme favorito?
Não sou propriamente um grande apreciador de cinema,
nuncacorri para uma bilheteira no dia da estreia, o cinema
para mim não passa de entretenimento, pelo que gosto de
tudo, suspense, drama, comédia, acção... etc... desde que
entretenha, não tenho propriamente o filme da minha vida,
mas eventualmente destacaria Casablanca, Cinema Paradiso,
Leelee Marlene (os 3 minutos em que a guerra pára para ouvir
a canção... fantástico) Lawrence da Arábia e Laranja
Mecânica foram filmes marcantes da minha juventude. Mas
ultimamente só vejo Nemo e similares... filho obriga...
- Tipo de música?
Tenho um péssimo ouvido, de forma que não sou muito
esquisito em música, ouço quase de tudo, desde que me
ajude a passar o tempo.
No entanto tenho muito apreço por Dire Straits, Pink Floyd,
U2, Scorpions, Queen, Nirvana, Xutos, Rui Veloso, Madredeus,
Silence4, Dizie Gillespie, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald,
Norah Jones, Shirley Bassey, Aretha Franklin, Tracy Chapman
e nos clássicos Davorak, Beethoven, Tschaikowsky, Mozart,
etc...
- Livro Favorito?
A Mensagem de Fernado Pessoa, o mais belo livro já
escrito...
- Clube de futebol?
FCP pois claro...
- Prato favorito?
Tripas à moda do Porto, Posta Mirandesa, Bacalhau e Polvo à
lagareiro, Rojões à minhota, Papas de sarrabulho... enfim
dieta... para manter os meus formosos 98 KG.
- Bebida Favorita?
Água 90% das ocasiões e numa ocasião muito especial um
bom maduro tinto (meio copo), no verão uma mistura de
seven up com fino (Imperial aí para os de Lisboa) também é
bem vinda.
- País de eleição?
Portugal claro, mas viveria muito bem em Itália.
- Uma Mulher que consideres? Porquê?
A minha mãe, ama-me mesmo nas minhas imperfeições, gosta
do que eu gosto só porque eu gosto... ama-me sem limitações
nem imposições... ainda hoje com 39 anos sou um menino da
mamã.
- Um Homem que consideres? Porquê?
O meu Pai, já não se fazem homens assim; austero, honesto,
digno, firme, convicto, apaixonado, meigo, carinhoso, fez de
mim o que sou hoje, foi sempre o meu melhor amigo e
confidente, as saudades que tenho dele...
- Rally ou Velocidade?
Prefiro a velocidade, não sei explicar bem porquê, prefiro as
linhas puristas as trajectórias limpas, as ultrapassagens no
limite...
- Marca de F1 com qual simpatizas?
Actualmente a Ferrari, mas devo reconhecer que na minha
juventude e enquanto existiu a Lotus era a minha favorita.
- Piloto de F1 favorito (actual e de entre todos na história)?
Acho que os relatos que mais me impressionaram foram os da
condução do Tazio Nuvolari (especialmente à chuva) mas
seria injusto não reconhecer Fangio e Ayrton Senna entre
outros...
Actualmente passa-se o contrário... reconheço o Michel
Shumacher como o melhor mas não gosto muito dele, prefiro o
J.P.Montoya.
- Marca de Rally (actual e passadas)
Peugeot/Subaru - Fiat/Lancia
- Piloto de Rally
Quase todos os Filandeses mas não queria deixar de destacar
o Markku Alen sempre me encheu as medidas e actualmente
os Portugueses Miguel Campos e Carlos Sousa (em tt é
certo) que me encheram de orgulho.
- Automóveis de eleição (até 5, para não ser extenso e
aumentar a dificuldade)
Esta é muito difícil... só 5... vou então eleger 5 sonhos
8C 2300 Spider
8C 2900B Lungo Convertible
Tipo 33 Stradalle
Duetto Spider (mas também qualquer um dos GTV)
8C Competizione ( se não se vier a fabricar... troco pelo SZ)
- Quais os carros que possuíste até aos actuais?
VW carocha 1300 S
(era da tia, foi herdado, foi o carro em que aprendi a conduzir
era de 1964 ,ano e mês do meu nascimento, e mantive-o até
1991, desde os 12 que o guiava).
B.M.W 1602 e 3.0 csi
(também herdados, eram do meu pai também os vendi em
1991/92 o facto de ter vendido todos estes carros em 91 e
92 deveu-se a ter casado em 1990 e planear ter um filho em
91/92 e não podia sustentar tanta coisa).
Alfa 33
(o tal que já comentei)
Opel corsa 1.2 GL
(enfim era triste e cheio de problemas, válvulas repartidoras
dos travões defeituosas, Starter defeituoso levou 3 de cada
durante a garantia, travões ineficazes etc, etc, etc...)
33 e Opel foram trocados por:
Rover 820 Si
(um carro cumpridor, potente mas sem alma) e
Montego 2.0 HLX carrinha
( Tinha o mesmo motor do 820 Si mas surpreendentemente
era melhor) ambos foram comprados num excelente negócio
conjunto que me transformou em cliente da Rover até hoje.
Foram trocados por:
Rover 214 GSI
e
216 GTI
(muito potentes nunca me deram um problema, o 216 tinha
alma).
Foram trocados por:
Alfa 164
(tive que vender à pouco tempo, excelente na estrada,
leia-se AE, IP, IC, mas nas nacionais, nas secundárias, nas
curvas, faltava qualquer coisa) e
Rover 820 Ti
(O melhor carro que tive até hoje, depois de transformado em
Inglaterra na TWR, mantive-o até há bem pouco tempo e
ainda hoje estou arrependido de o ter deixado ir).
Aqui a troca era para irem dois e virem dois mas não foi assim
que aconteceu:
Fiat Marea
(Comprei porque a achava muito bonita e depois nunca gostei
dela, não sei porquê, só andei com ela 16 mil Km, mas não
gostava de a conduzir, passava o tempo na garagem, vendi-a
e mantive mais uns tempos o 820 e o 164)
Rover 75 cdti
(O meu carro familiar actual, escolha pessoal da minha mulher
e do meu filho).
Abdiquei de ter um carro para mim e outro para a minha
mulher, ela passoua andar com o nosso familiar e eu decidi
retomar o meu sonho de criança e comprei o que vocês
conhecem:
Alfa Spider 1987
(vendi-a ao meu amigo Francisco, depois de quase a restaurar
por completo)
Alfa Spider 1990
(A minha bella)
- Como surgiu a paixão pela ALFA ROMEO? Porquê ALFA ROMEO?
Aos 7 anos tinha uma vizinha a D. Mariazinha que tinha uma
Giulietta, uma duetto e uma coda tronca (é verdade, uma
verdadeira colecção) ela dava-me boleia para a escola e eu
passei a gostar muito desses carros (os Spider e as mulheres
logo desde os 7 anos), depois veio o 25 de Abril e ela com
medo vendeu-os (foi uma enorme tristeza) mas o bichinho
ficou. Mais tarde, quando pude comprar o meu primeiro carro
(comprado com o meu dinheiro) comprei um 33 para fazer o
percurso Porto/Lisboa pois estava na Marinha de Guerra e
gostava de vir passar o fim de semana a casa e pensava eu,
nada melhor que faze-lo com estilo, mas foi penoso demais
devo confessar que o prazer em ver o 33 partir foi superior ao
de o ver chegar. O carro era um avião para a época mas
parecia que tinha um problema do tipo dos que o tio Bill
Gaitas costuma vender, só trabalhava quando queria e
ninguém me conseguia explicar porquê (voltei a usar o velho
carrocha da tia). Penso que a doença pela Alfa ficou
adormecida até que um dia em Itália à uns 7/8 anos atrás
levaram-me a uma festa em Florença (entrei de pendura)
onde o dono da casa tinha entre outros 15/20 Alfas nada mais
que um 33 Stradalle no qual pude dar uma pequena volta, 5
minutos apenas. Foi um sonho era um dos poucos felizardos
em todo o Mundo a ter dado uma volta num dos melhores e
mais valiosos carros já alguma vez construídos, mas prometi a
mim mesmo ter outra vez um Alfa e a paixão despertou
novamente, cheguei ao Porto e comprei um 164.
- Uma viagem por estrada com um ALFA de sonho? (realizada ou realizável)
Aqueles 5 minutos nas colinas de Florença a bordo do 33, já
não posso pedir mais, Deus castigava...
- ALFA ROMEO numa única palavra. Agora em duas palavras. E em três.
Paixão, Paixão/Paixão, Paixão/Paixão/Paixão...
Mais a sério penso não se poder definir, amar a Alfa é mais do
que amar uma máquina é a fusão entre a estética, a
funcionalidade e a emoção, mas é também saber conviver
com uma ou outra imperfeição, penso que um Alfa é como
uma mulher por quem nos apaixonámos, para nós é sempre a
mais bela não tem imperfeições, se a soubermos amar ela
retribui fielmente o amor dispensado... è como uma mãe que
sabe envelhecer com dignidade, como a avó que acarinha o
neto e incita a descobrir o mundo...
- A tua esposa tem ciúmes da paixão Alfista?
Tem e não compreende, penso que preferia ter de enfrentar
uma mulher... contra esse desafio saberia lutar... agora uma
máquina... não consegue atingir...
- Fala-nos um pouco do teu site. Objectivos, dificuldades,
prazeres, chatices, etc.
O meu site... é difícil falar desse projecto, penso que o
comecei bem, defini objectivos claros que estão resumidos no
mapa inicial. Mas agora está a atravessar uma fase de menor
atenção e de menor realização. O problema é que uma coisa
é imaginar outra é construir, já reuni muita da informação
necessária para quase todos os objectivos, mas falta sempre
um pequeno dado, que impede que se termine este ou aquele
projecto. Depois o problema é que fazer toda esta pesquisa é
também um prazer que rouba e dispersa tempo para a
construção do site, aparece sempre uma ou outra coisa que
nem sequer está no espirito da página mas que extremamente
interessante e acaba por me distrair. Quanto aos prazeres e
chatices chegam quase em conjunto em apenas 3 meses e
sem o site estar completo mais de 7 mil visitas e cerca de
1800 mails penso que é muito bom, mas muitos deles são só
para denegrir o trabalho ou gozar com a Alfa, muitos não
compreendem o porquê do mito, porém a grande maioria é
extremamente simpática... mas mal tenho tempo para
responder mais que um muito obrigado... o que não é muito
simpático da minha parte.
- Como arranjas tempo para tudo? Site, fórum, etc. (pediste
mais tempo ao Pai Natal?)
Não durmo muito cerca de seis horas por dia é suficiente, a
pesquisa para o site e a programação é feita depois do horário
de trabalho, à noite depois de ter jogado nas consolas,
confirmado os trabalhos de casa e lido a história da praxe ao
meu filho. O forum está sempre online durante o dia no PC do
meu escritório, num intervalo entre aulas, ou para o almoço,
respondo ao que vai surgindo. Mas se o Pai Natal me desse
mais tempo eu era bem capaz de o ocupar, pelo que ele teve
o bom senso de não o fazer, a família agradece.
- Episódio "sui generis" ao longo da vida?
Tantos... quase naufragar ao largo da Noruega... (este é
classificado não o posso contar) estar debaixo de um ciclone
nos Açores... (foi emocionante) Ver um camião a despistar-se
e tombar na ponte da Arrábida e eu a pensar... é agora que
me vou... (assustador)
Mas o melhor de todos é aquele que me apoia todos os dias...
a minha mulher... o meu filho é muito importante é o episódio
da minha vida é o meu companheiro, é o meu cúmplice, mas a
minha mulher... é o meu esteio, é a trave mestra da nossa
casa. O episódio sui generis é ela estar ainda e sempre ao
meu lado, acordar todos os dias ao seu lado é um milagre que
se repete com inegável satisfação.
- O Porto é mesmo uma Nação? Porquê?
Não, o Porto não é uma Nação.
Não no sentido de ser melhor que os outros. O Porto é um
sentimento, é uma cidade de tradição, de gente enraizada
nos seus mais profundos e ancestrais costumes, é uma cidade
com tripeiros ao variar de cada esquina, poucos são os que
não sendo do Porto se conseguem adaptar à cidade, quem
não nasceu nela é com dificuldade que aprende a viver nela.
No entanto o Porto gosta de receber, só que não prescinde
do seu direito de senhorio em sua casa, é este sentimento
forte e altivo, é o orgulho na sua prenuncia e nas suas gentes
que faz com sobressaia o espirito de Nação dentro da Nação,
esta Nação não é pois mais do que um sentimento de unidade
de comunidade e de cumplicidade de uma região.
- O little chicken from the coast (Pinto da Costa) é mesmo
um Senhor? Porquê?
A palavra Senhor está no Norte reservada a muito poucos
homens, para ser um Senhor com S maiúsculo, é necessário
muito mais que ser admirável, é preciso ser impoluto, digno,
intocável, eu só apliquei essa palavra para qualificar dois
homens ainda vivos em todo o Portugal de todos quantos
conheci até hoje. E só a refiro para não mais do que uma
dúzia dos que já partiram. Pinto da Costa é um homem
admirável, culto, muito culto, sabe esgrimir as palavras na
defesa da sua dama como poucos, joga um xadrez muito
especial, do qual é mestre, mas dai até dizer que ele é um
Senhor... é admirável com certeza que sim, mas um
Senhor?... Um Senhor não precisa de metade desses dotes
para ser um Senhor. Um Senhor pode ser rico ou pobre culto
ou iletrado e ser sempre um Senhor. Na grandeza das boas
acções é que se reconhece um Senhor.
A Pinto da Costa para ganhar esse título por direito próprio
ainda lhe falta percorrer um grande caminho, agora... e
quando nos referimos só ao futebol e com a palavra aplicada
só á gíria futebolística então sim Pinto da Costa é Um
Senhor...
- Quem tem razão? Pinto da Costa ou Rui Rio? Qual dos dois
vai chegar a Presidente da República? Porquê?
Nenhum tem razão, o Rui tem aquela característica desde
jovem, obstinado, teimoso, faz primeiro pensa depois. Mas
também é crente, brincalhão e realizador, por vezes a primeira
faceta sobrepõe-se á segunda o que o prejudica muito,
sempre o prejudicou desde os seus tempos na Jota, porque
gera muita incompreensão. De Pinto da Costa não é preciso
falar, a cidade é que me preocupa, pois perde com esta luta.
Presidente???... Presidente da quê???...
- Na tua opinião, e na experiência da vida, com quantos paus
se faz uma canoa? Porquê?
Com tantos que seria impossível contar; tolerância,
perseverança, esperança, amor, sentido de oportunidade,
sorte, coragem, dignidade, compaixão, fé, fé em nós... mas
também com medo, traição, cobardia, desespero,
descrença... Qual a canoa que tem os melhores Paus? E não
haverá muitas que os têm todos misturados?
Na altura de construir uma canoa o melhor é olhar para dentro
de nós, pois se só optarmos por ver com quantos paus e com
quais foi construída quando a pusermos a navegar, é certo
que só por sorte não naufraga.
- Uma mensagem final aos utilizadores do fórum, um desabafo,
uma partilha ou uma escolha.
Uma parábola a parábola dos sete varas:
Um ancião estava às portas da morte, era dono de todas as
terras que se viam no horizonte, já fraco e debilitado mandou
chamar os seus sete filhos, disse-lhes, sei que esperais
ansiosos que eu faça o meu testamento, mas primeiro quero
que me façam um favor, que cada um de vós vá procurar uma
vara da grossura de um braço e que ma traga até ao meu
leito. Assim fizeram e quando estavam de novo todos reunidos
o ancião pediu que as partissem ao meio. Uns utilizaram o
joelho como alavanca outros partiram-nas contra a parede,
outros só com a força das mãos as vergaram e partiram.
Então o ancião repetiu o pedido dizendo; meus filhos ide de
novo mas desta vez trazei-me varas mais delgadas.
Assim que voltaram o ancião juntou-as todos e fez um só
feixe, umas eram mais grossas outras mais finas, pois cada um
dos filhos trouxe aquela que achava que poderia partir mais
facilmente só com as mãos, de modo a não ficar mal perante
os outros, ficaram todos surpresos ao verem que o pai as
juntou todas e muito mais quando lhes pediu que partissem a
meio feixe, todos tentaram mas nenhum conseguiu... quando
por fim desistiram o Pai disse-lhes; meus filhos este é de
todos os meus bens o mais precioso do testamento, enquanto
permanecerdes unidos até o mais fraco de vocês será
inquebrável, se vos separardes nem o mais forte resistirá.
Que este forum permaneça unido é o meu mais forte desejo.

Alfista Portoghese [A]
Sócio ARCP nº 13

